sábado, 29 de dezembro de 2012

UM QUE SE VAI E OUTRO QUE CHEGA(2012/2013)

Quem pensou que o mundo ia pro beleléu no dia 21 de dezembro do corrente, quebrou a cara - se deu mal. Nada aconteceu. Só o calor e o frio que apareceram nos cantos do mundo. O mundo não acabou, mas continua desigual como nunca. Estão pouco se lixando para o que você faz, se come, se dorme, se está empregado, se está com saúde, se o dinheirinho aparece pra comprar os remédios e por ai vai. Os filhos, por sua vez, os mesmos - seus interesses, seus namorado(as), mulheres, casos, etc; todos, buscando manter o seu "status-quo". Cada um por si e ninguém pelo outro. Exacerbação ou humilhação, não importa - o que vale mesmo é ter de tudo, se possível do bom e do melhor, o resto, mesmo que seja pai, mãe, avô(vó), que os céus o protejam, desde que não me desampare!
Fim do mundo que nada. São os novos tempos, não os tempos de "Monet", nem de William Shakespeare, muito menos do Apóstolo Paulo. Machado de Assis, com a sua Moreninha ficaria no trecho dos dois breves, o Branco e o Verde - nessa época houve um dia.  mas o que importa o dia ? Assim vivemos e assim vamos caminhando para o nosso fim! Fim de todos, não esqueçam - cada dia que passa, mais um ficou para trás. Menos um dia para ir a praia, viajar, comer bem, dormir com que nos apetece e acordar com quem menos ronca ou esbraveja ao acordar dizendo que porcaria de casa e de comida. A verdade é sempre muito dura e por essa e por outras, quando no navio Costa Favulosa, vindo da Europa, Gênova, passando pelo Mediterrâneo e litoral brasileiro, em um dos jantares de gala, dizia para o brigadeiro Lúcio, "o melhor dia da minha vida é hoje, aqui, agora"; o amanhã é sempre um incógnita e ninguém é adivinhão, nem os Maias. Feliz Final de 2012 e uma entrada mansa e gostosa no Ano Novo que se aproxima, se o Criador, assim o desejar.(ajotage, no pedaço)

domingo, 23 de dezembro de 2012

MERCADA DOMÉSTICO NO NOVO BRASIL

O excelente trabalho da Editoria de Economia de O Globo quase no final de novembro de 2012, mostra que a Cervejaria Ambev desbancou a toda poderosa Petrobras, como empresa de maior valor de mercado do Brasil. Como publicado,pela primeira vez na história do país, empresa voltada para o varejo, destronou uma outra, fato que parecia impossível, se não fosse a Petrobras. Assim, a Ambev, que engloba nada menos que as Cervejarias Brahma, Antarctica, Skol entre outras, tornou-se a primeiríssima companhia em valor de mercado do Brasil, com o valor em bolsa de R$248,7 milhões, na Bolsa de Valores de São Paulo(IBOVESPA), no fechamento do último dia 21 de novembro de 2012, com R$1,5 bilhão a mais que a gigante estatal Petrobras(R$247,2 bilhões), O que vai acontecer daí pra frete não sabemos. Sabemos sim que o mundo, com a chegada do verão brasileiro, muito calor, tem a tendência de consumir muito mais e, como a matéria mesmo diz, todos, "Com a tulipa cheia", de cerveja, é claro. Contudo, essa afirmativa, não invalida o crescimento do consumo do combustível, principalmente gasolina e diesel. Através de gráfico, o Caderno de Economia de O Globo, mostra o que chamou "duelo de gigantes" inserindo a trajetória da AMBEV e PETROBRAS, mostrando que a primeira em 30 de dezembro de 2011 chegara a R$ 187,5 bilhões, chegando no dia 21 de novembro de 2011 a R$248,7 bilhões, superando a Petrobras em R$1.5 bilhão, fato até então muito difícil dentro do cenário brasileiro de bolsa e de negócios. A trajetória da Petrobras, também invejável, em 30 de dezembro de 2011, chegava a R$291,5, caindo em novembro de 2012 para R$247,2 bilhões, mas que ficou aquém da Ambev, que acabou assumindo a liderança, como a empresa de maior valor de mercado. Cita a publicação, que deve ser objeto de muita atenção e, segundo os analistas, o crescimento da Ambev no topo do "ranking", está ligado aos problemas que a Petrobras enfrentou na sua administração, quando principalmente, seus papéis preferenciais, recuaram 11.20% no ano e   os ordinários com uma queda de 14,55%. Um outro detalhe citado é de que o governo impede que a Petrobras reajuste os preços da gasolina e do óleo diesel vendido nas refinarias, o que afetou os resultados da empresa; outro dado é que tem sido usada também como política para controle da inflação, algo que o mercado não admite - intervencionismo estranhos ao negócio. Analistas chegam a dizer que a Ambev é um exemplo de "meritocracia", como modelo de gestão no cumprimento de metas e resultados; um outro diferencial é o tamanho da burocracia da estatal, dificultando a agilidade que cada dia se torna mais presente nos negócios em todos os ramos de negócios. A busca frenética pelo sucesso tem que ser dosada e alguns apetrechos são indispensáveis para o atingimento dos resultados do negócios e curto e a longo prazos, garantindo a sustentabilidade e a segurança do empreendimento e do próprio negócio. Os comandantes tem que ter focos bem definidos ao traçar os objetivos de qualquer negócios, jamais esquecendo dos acionistas, que sempre esperam lucratividade e responsabilidade nas tomadas de decisão.

FIM DO MUNDO ... dos Maias ?

Alardeado por todos os lados, o Fim do Mundo ainda não chegou ao fim como diziam alguns estudiosos, religiosos e outros apologistas do Apocalypse, o fia 21 de dezembro de 2012 chegou e passou e nada aconteceu. Até a NASA, com seus especialistas, não mediu esforços e colocou a sua tropa para das explicações do fato que não ocorreu, ao mundo. O assunto esteve tão em voga que virou motivo para chacotas e quadros cômicos na televisão. Chargistas do mundo toda também não perderam tempo e deram a sua contribuição ao fenômeno que não aconteceu. Imaginação de alguém, de muitos, de religiosos, não sabemos e talvez nunca saberemos. O que sabemos é que foi o Fim do Mundo para muitos, que morreram nesse dia - por causas diversas - como dizemos, chegou a hora. E assim, faço o registro histórico do que foi alardeado e não aconteceu.(ajotage).

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O LIVRO COMO DISSEMINADOR

Chegamos a 2012 com mudanças as mais dantescas mas nunca imagináveis. Nos Estados Unidos, após os atropelos econômico-financeiro de 2008, com desemprego chegando a níveis preocupantes, associado ao desempenho rural não menos agregador, vimos pela primeira vez um negro assumir a Presidência da América e se reeleger para mais quatro anos. Só o foi, podemos afirmar, que quando lá chegou, pelo sufrágio universal, o voto, recebera um país atolado em todo o tipo de dificuldades e problemas, sendo o mais grave, os desacertos das entidades financeiras e bancárias entre 2006/2008. Obama, com paciência e obstinação, conseguiu dar mais alento ao povo e a sua nação - foi dificílimo, mas devagarinho, como diz a letra de uma das nossas músicas, vem conseguindo.
A Europa por sua vez, principalmente a chamada "zona do euro", os problemas vêm se avolumando - desemprego, redução salarial ou perda substancial dos ganhos e o pior de tudo, o descontrole de cada país por parte dos seus administradores econômico-financeiro - aí a uma só voz, o povo foi as ruas gritar por melhores dias, ou pelo menos, a manutenção do "statos quo" de até então - emprego, salário, comida na mesa, o que de repente começara a escorregar. Dos países membros, o que mais foi para as ruas protestar foi a Grécia - um dos "berços da nossa civilização", que com o descontrole da nova moeda, o Euro, viu-se diante de muitos entraves no rumo da sua caminhada. Não ficou atrás a Espanha  e Portugal, muito embora, os portugueses não terem conseguido levar totalmente a efeito as orientações de Bruxelas, Controlador da Zona do Euro, saiu-se bem melhor que a Espanha, onde o desemprego e as quebradeiras se tornaram mais notórias. Até aqui, mesmo com a onda avassaladora dos insatisfeitos com os desequilíbrios, estão todos respirando e tocando a vida adiante.
No Brasil, o que parecia impossível, virou possível, o Supremo Tribunal Federal, sob o comando do Ministro Ayres Britto e a inestimável ajuda e participação do também Ministro Joaquim Barbosa, na Relatória, conseguiu estabelecer penas para os que infringiram as Leis do país, quando desfrutando de Poderes Constitucionais, com garantias individuais inclusive. Quebrou-se um "tabu" e não veremos nesse caso, o seu final virar "pizza". O brasileiro sentiu a importância do STF e da força da nossa justiça maior.
Depois de todos os ditos e escritos, volto ao assunto principal da postagem, que é o "Livro como Disseminador" e, explico o porquê: Sem ele, não teríamos chegado aos resultados alcançados pela nossa casa máxima da Justiça, o STF.
Considero o LIVRO como essencial, além de ser um instrumento da cultura e da difusão de ideias, ajudando o "homem" a se desenvolver, a criar e a repassar conhecimentos. Além de transmitir conhecimento, sempre melhorando-o, leva a todos, sem distinção e pátria, no tempo devido, a condensação e a acumulação desse mesmo conhecimento. Podemos afirmar que a palavra escrita, venceu o tempo e ultrapassou as fronteiras, mostrando com suas conquistas, espaços aonde o homem queria chegar. Estava nessa trajetória, a difusão e os escritos de nossos antepassados como Horácio, Heródoto e Homero, sem o que não chegaríamos ao desenvolvimento alcançado até os nossos dias.(ajotage2012)

domingo, 4 de novembro de 2012

PODEMOS ACREDITAR NO AMANHÃ ?

O mundo atual é um tremendo quebra-cabeças. Sem motivo aparente, até que não. As notícias vigentes, sem sabermos se são confiáveis, dão conta que no próximo dia 21 de dezembro de 2012, ou seja, daqui a um pouco mais de um mês, segundo o Povo Maia, desapareceremos do mapa, ou seja, o mundo atual, vai acabar. Vejo na TV uma longa matéria não sobre o fim de tudo, mas do derretimento das geleiras, da diminuição da Antártica, pelo derretimento do gelo, é claro. Outras teorias, levantam uma outra forma de fim do mundo - através de choque de um grande meteoro contra o nosso planeta terra, como ocorrera quando do desaparecimento dos Dinossauros - A Era dos Dinossauros, mudou tudo, mudou a vida aqui na terra quase que por completo.
Estamos a todo instante nos perguntando: Esses fenômenos podem acontecer ? Existe a possibilidade de estarmos no limiar do fim de tudo ?  Vivemos a todo instante diante dessa possibilidade ou a estamos demasiadamente "estressados" com o mundo que criamos, com a sociedade em que vivemos ?
As cidades cresceram e com elas, os desafios constantes de toda ordem. Uma pergunta nos fazemos quase que diariamente: "podemos acreditar no amanhã tranquilo" - o mesmo do que foi ontem e o que foi hoje ? Realmente não sabemos. Tudo pode ser fruto da nossa imaginação, será ?  Muitas são as interrogações.
Os sinais de toda a ordem, nos coloca de orelhas em pé. Sim, os sinais estão presentes no nosso dia a dia, no cotidiano de cada um de nós. A mudança do clima, os vendavais seguido de tornados, muitos sem nenhuma explicação. Não bastasse todos os fenômenos da natureza, estando inserido aí os terremotos e as destruições pelo alagamento e as precipitações climáticas - frio, com chegadas de calor sem mais nem menos. É a tônica dos nossos dias; na sociedade como um todo, atingindo a própria célula principal, tão venerada no passado não muito distante, a família, em nossos dias recebe ingredientes impensáveis de dez anos atrás. Não há mais respeito, nem mesmo aos pais, irmãos e avós - para não chegarmos a outros grupos de convivência, seria o caos!
As crianças de agora, não brincam mais como as do meu tempo, por ocaso. Os brinquedos hoje são eletrônicos e caminham para os cibernéticos - nos perguntamos: onde vai parar tudo isso ?
Assim, diante dessa realidade que existe e está presente, não foi inventada, nos perguntamos: "Podemos acreditar no amanhã" ?

sábado, 18 de fevereiro de 2012

OS GOLPISTAS FINANCEIROS, ALERTA GERAL

Sempre que se fala em dinheiro, ou melhor, onde há o chamado vil metal, todo o cuidado é pouco e deve  ser redobrado. Quando uma financeira abana com taxas fora do normal e ganhos mais fáceis, dizendo que  aplicarão melhor o seu dinheiro, oferecendo vantagens incomuns, abra o seu olho e desconfie. Ninguém lhe oferece um doce salgado, não é verdade.
São os espertalhões trabalhando a todo momento na busca dos incautos e desavisados. Desconfie sempre das vantagens mirabolantes.  
É sempre a mesma ladainha em todas as partes do mundo. Toda a atenção é necessária na hora de aplicar o seu dinheiro, vindo de onde vier. Da venda de  bens, de dividendos, heranças, indenização, ou lá o que seja. O numerário na mão ou no banco, sabendo-se da sua existência, costuma, como dizia o meu avô,  fazer cócegas nas mãos, culminando com uma decisão, nem sempre acertada,  na busca de rendimentos e seu crescimento. Não tome decisões precipitadas, os "golpistas estão por toda a parte", grande, médio e pequeno porte - ou seja, não importa o montante a ser redirecionado para a aplicação, a questão é poder confiar onde vai ficar o seu dinheiro. Consulte outras fontes, corretoras ou bancos e verifique se são idôneas. Assim,  evitarás contratempos e até a perda do seu dinheiro.. Lembre-se que os espertinhos estão sempre de prontidão e atentos para pegar o seu dinheiro e desaparecer provavelmente. Ele muda de mãos, e sua busca vira  um pesadelo. O mundo está cheio de especialistas em falcatruas e prontos para aplicar e dar golpes de todo tipo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

AINDA SOBRE A ECONOMIA E A ZONA DO EURO

Acaba de ser noticiado que os representantes com amplos poderes na CE estão traçando novos horizontes para a Grécia, o berço da nossa civilização. Estamos no meio de fevereiro de 2012 e caso isto ocorra, com a saída da Grécia da CEE/Zona do Euro,  o mundo passará por uma prova sem precedentes em sua história de formaçao de blocos econômicos. Será o mesmo que entregar o "ouro ao bandido", porque a contrapartida será avassaladora e as derrubadas economicas também. Esperamos que pensem bastante e nao se arvorem em tomar essa decisao, que antes de tudo é insensata e fora de qualquer cogitaçao racional. Vamos aguardar mais alguns dias e ver no que vai dar e os seus efeitos e reflexos.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

QUAL SERÁ A REALIDADE DA ECONOMIA DO EURO EM 2012 ?

O QUE SE PASSA E QUAL O PENSAMENTO DOS PORTUGUESES:
Como já nos pronunciamos a respeito, buscamos constantemente e por todos os redutos possíveis, as causas da insatisfação e do desequilíbrio econômico-financeiro na zona do euro. Pareceu-me fácil em princípio, mas encontramos todo o tipo de manifestaçao, inclusive com os "blogues" postados pelos chamados "experts" no metier - muitos buscando simplesmente a notícia sobre os problemas, outros rebuscam o que lêem, inspirando-se com o que leram e a partir dai, elaboram explicativos ou mesmo um conjunto de ações, mas nunca, tentando buscar o âmago da crise, suas causas e precedentes. Claro que quando buscamos as causas de qualquer assunto, significa a vontade de elucidar o quadro ou a fotografia do momento. O Expresso, jornal português, interessado no assunto, busca com a sua equipe de jornalistas e especialistas, os motivos para o grande clamor europeu quanto as incertezas para o ano que acaba de iniciar, 2012, as suas incógnitas e, até mesmo o que fora previsto, vaticinado, no chamado Ano do Dragão e concluíram que 2011 não foi tao ruim como pareceu. Passado o ano, agora velho, chegaram ao consenso que o que ora se inicia deverá ser mais complicado. Os "slogans" vão do pensamento "devagar se ai ao longe". elaborado pelo banco BPI, induzindo que poupar é o caminho, por ser mais fácil. Nicolau Santos, não faz por menos e escreve que "o nosso horizonte é vermelho", considerando que as ações de empresas governamentais, fomentando uma discussão pelo erro estratégico nas privatizaçoes que considerou inclusive como "decisões ridículas" que detém posições dominantes no mercado, ou seja, têm a garantia de preços regulados e são monopólios naturais e que são cedidas por venda, para os chineses. Conceição Roque da Silveira, também através coluna Cem por Cento do Nicolau Santos, no Expresso, cita que "entre os dedos da desgraça, sem chegar nos ultrapassa. Nunca nada foi diferente! Povo dolente e tudo dormente! Há tanto que começou o tempo da incoerência que eu ardo de impaciência, olhem o louco horizonte, Pum! Ano Novo, é agora ? Bom ano ? Há quem mereça ? Pum! Nevoeiro, caiu a ponte! De quem é essa cabeça ? Foi uma deflagração do sentimento de insatisfação reinante nas cabeças pensantes, inclusive de intelectuais, que conseguem chegar aos longínquos espaços da terra portuguesa. No taxi, o seu motorista, mostra-se cauteloso, mas fala e vai além; não há saída para Portugal nessa crise criada por alguns, melhores posicionados na condição de integrantes da CEE. Continua...a vida está muito cara. Com o que ganhamos, que as vezes não é pouco, não conseguimos pagar as nossas contas; tudo está pela hora da morte - no tempo do escudo era diferente. Meu senhor, não sei onde vamos parar! Só gostaria que a Sra. Angela Merkel, da Alemanha e o Sr. Sarkozy, fizessem as coisas certas, para que tenhamos melhores dias e com mais empregos, que ultimamente, desapareceram - é a nossa realidade, me dizia!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O FIM DO MUNDO ou o fim do Euro ?

Dois assuntos aguçam a minha mente no momento: A crise do euro, ou crise europeia, como queiram. Angela Merkel, da Alemanhã e Sarkozy, da França, procuram a todo o instante a mídia, dando e repassando informações sobre o rumo dos acontecimentos da chamada crise do euro, ou o que o euro tem feito à comunidade econômica europeia. Há uma preocupação cavalar com os rumos das economias dos países membros, não com a economia dos cidadãos. Tudo parece caminhar para o completo desentrosamento deles - países membros - alguns buscando soluções chamadas domésticas e outros nem tanto. O que vale à pena dizer, o que não é nenhum segredo, é relevante saber-se que os números e balanços das nações que congregam a CEE, não batem ou não chegam a um acordo. No entretanto, o que a maioria do povo sente e vê, são os escabrosos e desnorteantes afirmações de alguma das autoridades do bloco, mas que no fundo, procuram tão e simplesmente, defender a a sua pele, ou seja, o seu território; esmagar os  outros, dizem que não - estão unidos, perguntamos: será!
Os caminhos são ricos de comentários de economistas e autoridades que estão vivenciando o dia a dia da chamada "zona do euro" e o que vai acontecer com o passar dos dias. Tenho a impressão que pouco ou nada vai dar esse imbróglio todo, levando muita gente a perder o sono e a tranquilidade - pode ser até o fim do mundo, para alguns, é claro. As teorias e profecias, inclusive com teses rocambolescas, estão rolando por aí e não vamos agora, tecer considerações que possam macular ou denegrir a inteligência dos que assistem ou mesmo se manifestam sobre o asunto. 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

"ESTE CAPITALISMO LOUCO NÃO É VIÁVEL", Jorge Sampaio

Nas andanças por Portugal e fazendo a leitura de alguns jornais e revistas, a EXPRESSO de 30 de dezembro de 2011, chamou-me à atenção não somente a manchete da revista, na entrevista que Jorge Sampaio deu a jornalista Clara Ferreira Alves, com fotografias de Jorge Simão, quando sem medir palavras, afirma que "Este capitalismo louco não é viável".
A excelente entrevista feita pela jornalista Clara Ferreira, conseguiu tirar dele, que quando encerrada a Presidência, teve dois convites das Nações Unidas; uma de Kofi Annan - para ser um enviado especial do secretário-geral da ONU, na Luta Contra a Tuberculose, e um outro, para ser o alto representante para a Aliança de Civilizações. Mesmo tendo acabado de chegar de Doha, Qatar, onde se realizou o Fórum da Aliança de Civilizações, com a presença de muita gente importante do mundo, Ministros e muitos Chefes de Estado e como disse, cansado e sem um minuto livre, conseguiu ter energia suficiente para as tarefas de que gosta, o que particularmente, achei a declaração de uma singeleza sem precedentes. Na mesma entrevista, ficamos sabendo que ele subiu a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, sem segurança, porque a polícia recusou responsabilizar-se pela sua ousadia. Na favela, conversou com tuberculosos, foi de casa em casa, com o mapa da tuberculose da favela, na igreja do lugar, com um padre português - recordações que a jornalista não deixou escapar e fez parte do seu material, Falando ainda de Portugal, país que foi Presidente da República, da pobreza e privação do seu povo.  Está atento para a situação aflitiva reinante. Tem uma longa carreira política e nunca imaginou que Portugal fosse chegar na situação ameaçadora como a que está. Enfatizou "estar relativamente surpreendido pela maneira militante como o receituário está aplicado para o seu país, o que o prevê. Também nunca havia pensado que Portugal tivesse que ficar tão dependente de credores. Uma de suas sínteses diz "Parece que não temos escolha entre uma austeridade que nos sufoca e mata a economia e a saída do euro. Segue dizendo: "Na Grécia, há muita gente que quer sair do espartilho". Pior será sempre a saída do euro. A Grécia é um caso de absoluto dramatismo, de rutura social completa e de insuficiência de partida - impostos que não se pagam, etc. Fala da estima que tem pelo povo grego e aborda completa que "estamos num contexto econômico, financeiro e social que é dominado por uma ideologia e por isso as receitas disponíveis são sempre as mesmas; não me admiro que a receita tradicional, elevada ao expoente máximo, seja a receita que é. Esse pedaço, achei meio complicado e ai ele fala do neoliberalismo, abordando a sua surpresa ao receituário e como ele é aplicado. É um longo trecho essa abordagem, mas que elucida e dizendo que "o Estado é o lado mais vulnerável" de toda a crise. Não é viável para os pobres, é muito viável para os agentes superiores do sistema. A corrupção prejudica gravemente a economia. Acha que o combate à corrupção é um ponto central da reforma da justiça ? Não é. E o povo português é complacente para com ela. Elege, acha graça...esgota os limites de tolerância. Continuei lendo a entrevista, querendo saber e buscar, os motivos ou parte dele, para a crise que se instalou na Europa e que não é sentida nas ruas, nas lojas, nos aeroportos e hotéis - sempre cheios e com muita gente gastando e comprando e os governos dizendo que a "coisa tá preta". Citou que a ideologia dominante conseguiu vender com grande sucesso a ideia de que o Estado é a fonte de todos os males, o interesse público, e que as privatizações são o motor do progresso - é um pensamento, que tem que ser considerado. Será que há forças tão grandiosas dos agentes para modificar a situação, com a criação de estruturas evidenciadas; pode colocar em risco os sistemas já existentes, faço a pergunta "cá para os meus botões". Indo além, citou que existe um fator novo no século XXI, o anseio de democracia, de liberdade e de participação, como se viu no Egito. Mas existe um elemento quase sempre descurado pelo idealismo político, e a aspiração democrática que é a pobreza. Preocupado disse "e o que se faz com as estruturas que trabalham com os pobres ou emergem dos setores mais pobres e ganham as eleições; aconteceu no Egito, aconteceu na Argélia.... Isso significa aceitar os resultados do Hammas em Gaza?  pergunta a repórter. Significa, diz o ex-presidente. A finança domina por causa da ausência de política e de uma unidade monetária perfeita. Preocupá-mo-nos de mais com a eficiência e menos com a solidariedade, enfatizou.Chamou-nos a atenção o que disse do encontro em Doha, onde desvendou-se um relatório sobre o que os europeus pensam dos árabes e vice-versa. Eles(os árabes) acham que somos muito gananciosos. Só pensamos em faturar à custa deles. Quase no final salientou que "as sociedades não têm tempo. O sistema financeiro não dá tempo à economia. Muita gente nova, assim que o fulgor da praça Tharir se apagou, desinvestiu, não quis organizar-se politicamente. Fazer o trabalho de sapa. O Facebook não é um partido, Portugal teve a ajuda de muita gente, incluindo os alemães e a Fundação Friedrich Ebert, que fizeram a pedagogia da democracia, não deveríamos nós agora, em vez de olhar só para o umbigo europeu, fazer essa pedagogia.(ajotage/Fev 2012).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

GLOBALIZAÇAO, Pode estar sendo desglobalizada.

O mundo de hoje é bem diferente do mesmo mundo de 10/15 anos atrás. Vivemos ainda na era da chamada "globalizaçao", só que não a mesma de anos passados. Há uma desarrumação  conceitual que os economistas mais estudiosos, não conseguem chegar a conclusão alguma - os palpiteiros estão por toda a parte e cada um diz as bobagens que lhes vêm a cabeça, possivelmente com preocupações outras, que fogem do âmago do problema. Nos EUA a crise após o 11 de setembro e o desastre econômico após 2008, ficaram pra trás e todos ficaram focados no avanço da economia chinesa e, logo em seguida, o mundo se viu diante da chamada "crise européia", iniciada com os desacertos da Grécia, mostrando aos quatro cantos, que não se faz um canoa com qualquer árvore - madeira. Não bastasse os imbróglios envolvendo os governantes de lá, a estrutura da CEE, cujas regras não foram seguidas, veio á tona os desajustes de Portugal, Espanha, Itália e logo em seguida, para a surpresa de todos, da própria França - a queridinha da Europa e o orgulho do mundo pelo seu charme e distinção! Enfim, algo começou a acontecer, no campo de mudanças, estruturais por enquanto, mas que tem muito mais para aparecer e se apresentar, mostrando que todo o processo de globalizaçao, está sofrendo e muito pela falta de controle orçamentário, planejamento estratégico  entre outros ensinamentos não seguidos ou mesmo pela falta de não fazer o dever de casa.(ajotage)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

FUTURO DA EUROPA x FÓRUM GLOBAL

O ano de 2012 está começando e creio que o momento e futuro europeu, tem levado muita gente a se perguntar o porquê da crise do Euro, da crise dos países signatários e membros da chamada Comunidade Econômica Européia. Pessoalmente, presenciamos a preocupação de alguns países membros e envolvidos na crise. Portugal, chamado por longos anos do primo pobre europeu, realmente mudou bastante nos últimos12/15 anos, quando lá estivemos - hoje, novas estradas, com velocidades até então inimagináveis, nova hotelaria, crescimento e melhora do metropolitano e trens multi direcionais, novas moradias, um crescimento grandioso dos restaurantes e casas de shows e adegas - o turismo como porta aberta para o crescimento econômico-financeiro da República Portuguesa. Diante desse quadro positivo, temos o reverso da moeda - o seu povo,  o povo português e suas famílias, não estão mais dormindo tranquilamente - há uma preocupação constante com os preços e custos de tudo, que não param de crescer e surpreender, enquanto os ganhos salariais ou cada dia compram menos, são reduzidos, mesmo com a carga horária de trabalho aumentada - uma distorção, segundo o que constatamos, trazendo tormentos nunca pensado no tempo do Escudo, moeda que deixou de circular com a nova adesão à CEE. Perguntam sempre "onde vai parar tudo isto", com o desemprego batendo à porta de cada cidadão. Os espanhóis, também, apesar de estarem mais bem conscientes da sua condição no hemisfério, têm a mesma preocupação, numa dosagem ou escala menor,  estão ansiosos e preocupados com o futuro, prometendo e tentando greves de alguns setores da economia, nem sempre bem sucedidas - o governo central, pressionado pelos gerentes da economia européia, forçando sempre uma desaceleração dos preços, redução dos bônus salariais e gratificações à executivos e cortando ainda a distribuição dos lucros aos proprietários dos negócios e seus executivos, gerando desmotivação, segundo alguns, para diversos seguimentos daquela economia. A Itália, estando também inserida nessa mesma comunidade, vem, com folga, reluzindo os seus louros, após a saída do seu Primeiro Ministro Berlusconni, que pouca reação teve quando da manifestação para a sua saída. A onda de descontos e queima de estoques é uma realidade em Portugal, Espanha e Itália, assim como na França de Sarkozy. Vimos e sentimos nitidamente, que desses quatro países, a França parece estar mais forte, mesmo depois de perder um dos A, na pontuação de risco.O noticiário desses países não disfarçam que o grande comando das operações tem uma mulher à frente, a Primeira Ministra Angela Merkel, da Alemanha, que tem tido como aliado permanente o Presidente da França, não sabemos, todavia, os objetivos dessa união, com discursos sempre modulados por ela e com a aprovação de Sarkozy. Esperamos que após o desfecho final do Fórum Global de Davo, na Suíça, algo de novo seja mostrado, inclusive com orientações de procedimentos no campo dos orçamentos de cada nação, austeridade nos números, com decisões que reúnam a verdadeira vontade da Comunidade do Euro.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

DESABAMENTO NO RIO

Quando o mar não está pra peixe, tudo pode acontecer. O Rio de Janeiro, agora sofre mais uma tragédia - caiu um prédio, ou melhor, foram três ao mesmo tempo, que desabaram e tivemos a sorte da ocorrência não ter sido mais cedo - os prédios, tinham gente, mas nem tanto. Até agora, segundo o O Globo e a Globo News, 5 pessoas perderam a vida e dezenas estão feridas e internadas em hospitais. O Prefeito da Cidade Maravilhosa, foi imediatamente ao local e lá ficou quase a madrugada toda. Mais um baque para o Rio que brevemente estará  sediando Olimpíadas e Copa do Mundo. Vamos torcer para que não hajam mais vítimas. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A ECONOMIA EUROPÉIA E SUAS NUANCES

Até parece que a Europa realmente vem sofrendo com os reflexos da debandada de Wall Street em 98. As incertezas do cenário mostrado ao mundo, com economias combalidas, naturalmente refletindo dos orçamentos de países em desenvolvimento e todos os chamados Brics, criando com isto, expectativas que desnorteiam as previsões e os orçamentos de cada nação. O factual descontrole, alardeado por alguns países interessados em sua sobrevivência, dão-nos a clara certeza que o mundo atual é como o ser humano, que nasce sozinho, vive em sociedade e dela é dependente, mas morre sozinho, só ficando na dependência do mundo aculturado na sua derradeira hora de despedida do mundo dos vivos, o seu funeral.
De passagem por países como Portugal, Espanha, Itália e França, o que vem sendo alardeado não parece condizer com a realidade - dessas nações, pareceu-me que Portugal, seria o país com menores condições de soerguer-se da chamada crise econômica, no entretanto, não vi de perto, tanta desgraça, como dizem. A nação já não é a mesma de 10/12 anos atrás. Há uma estrutura hoteleira melhor, novas estradas, os aeroportos reestruturados e o povo em outras condições de vida - perguntava-me sempre: onde está a crise?
A Espanha, com a sua capital Madrid muito mais viril e explendorosa, com um turismo atuante, novos restaurantes e hotéis, muito americanizada - com todas as "grifes" do tio Sam se fazendo presente em quase todas as partes. Barcelona de hoje pode-se dizer que é um recanto também do que há de mais moderno pelo mundo afora, acrescentando-se ser o celeiro do futebol espanhol e europeu, quiçá mundial, além de estar entrando com tudo na design e na moda. A Roma, capital italiana, pelo menos no seu miolo, pouco mudou. Sentimos que os italianos estão mais preocupados do que os espanhois com a sua vida do dia a dia. Preços altíssimos, em tudo, inclusive na alimentação; moradia nem se fala. A Paris de Sarkozy, par constante de Angela Merkel, na suposta defesa dos interesses da CEE, como sempre, soltando suas plumas e seus paêtes, demonstrando a sua pujança e discernimento para condução dos negócios, mesmo diante da suposta crise. Os seus monumentos como a Torre Eifell, Museu do Louvre, a Torre de Montparnasse, os passeios pelo Sena de Batobus, o Lido, seus bairros como St. Germain de Pré, St. Michel e Quartien Latin, com a Sorbonne do lado, oferecem o que tem de melhor da Paris, com preços quase que proibitivos para muitas nações. As lojas da Galeria Lafayete são outra atração à parte - cheias e com muitas promoções. Além do Louvre, outras atrações continuam a merecer a presença do povo comum como dos mais aculturados, como museus de artes e as ruas onde a pobreza fica como que objeto desconhecido, como é o caso da St.Honnoré, com suas lojas mais sofisticas de moda, de arte e design. Não ví de perto o que vem sendo manchete dos jornais do mundo toda - a crise econômica, muito embora, haja uma preocupação com essa comunidade (CEE) de como continuará praticando os preços estratosféricos de quase toda a zona do Euro e o seu futuro. Podemos dizer e sentir que há uma bolha no ar, não sabemos de onde; acreditamos, pela nossa vivência americana, que a falta de uma política mais séria e detalhista, onde o orçamento e planejamento não dever ser só uma retórica, mas a expressão da verdade do que está acontecendo, principalmente para a garantia do futuro.(ajotage)