O ano de 2012 está começando e creio que o momento e futuro europeu, tem levado muita gente a se perguntar o porquê da crise do Euro, da crise dos países signatários e membros da chamada Comunidade Econômica Européia. Pessoalmente, presenciamos a preocupação de alguns países membros e envolvidos na crise. Portugal, chamado por longos anos do primo pobre europeu, realmente mudou bastante nos últimos12/15 anos, quando lá estivemos - hoje, novas estradas, com velocidades até então inimagináveis, nova hotelaria, crescimento e melhora do metropolitano e trens multi direcionais, novas moradias, um crescimento grandioso dos restaurantes e casas de shows e adegas - o turismo como porta aberta para o crescimento econômico-financeiro da República Portuguesa. Diante desse quadro positivo, temos o reverso da moeda - o seu povo, o povo português e suas famílias, não estão mais dormindo tranquilamente - há uma preocupação constante com os preços e custos de tudo, que não param de crescer e surpreender, enquanto os ganhos salariais ou cada dia compram menos, são reduzidos, mesmo com a carga horária de trabalho aumentada - uma distorção, segundo o que constatamos, trazendo tormentos nunca pensado no tempo do Escudo, moeda que deixou de circular com a nova adesão à CEE. Perguntam sempre "onde vai parar tudo isto", com o desemprego batendo à porta de cada cidadão. Os espanhóis, também, apesar de estarem mais bem conscientes da sua condição no hemisfério, têm a mesma preocupação, numa dosagem ou escala menor, estão ansiosos e preocupados com o futuro, prometendo e tentando greves de alguns setores da economia, nem sempre bem sucedidas - o governo central, pressionado pelos gerentes da economia européia, forçando sempre uma desaceleração dos preços, redução dos bônus salariais e gratificações à executivos e cortando ainda a distribuição dos lucros aos proprietários dos negócios e seus executivos, gerando desmotivação, segundo alguns, para diversos seguimentos daquela economia. A Itália, estando também inserida nessa mesma comunidade, vem, com folga, reluzindo os seus louros, após a saída do seu Primeiro Ministro Berlusconni, que pouca reação teve quando da manifestação para a sua saída. A onda de descontos e queima de estoques é uma realidade em Portugal, Espanha e Itália, assim como na França de Sarkozy. Vimos e sentimos nitidamente, que desses quatro países, a França parece estar mais forte, mesmo depois de perder um dos A, na pontuação de risco.O noticiário desses países não disfarçam que o grande comando das operações tem uma mulher à frente, a Primeira Ministra Angela Merkel, da Alemanha, que tem tido como aliado permanente o Presidente da França, não sabemos, todavia, os objetivos dessa união, com discursos sempre modulados por ela e com a aprovação de Sarkozy. Esperamos que após o desfecho final do Fórum Global de Davo, na Suíça, algo de novo seja mostrado, inclusive com orientações de procedimentos no campo dos orçamentos de cada nação, austeridade nos números, com decisões que reúnam a verdadeira vontade da Comunidade do Euro.
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