sábado, 18 de fevereiro de 2012

OS GOLPISTAS FINANCEIROS, ALERTA GERAL

Sempre que se fala em dinheiro, ou melhor, onde há o chamado vil metal, todo o cuidado é pouco e deve  ser redobrado. Quando uma financeira abana com taxas fora do normal e ganhos mais fáceis, dizendo que  aplicarão melhor o seu dinheiro, oferecendo vantagens incomuns, abra o seu olho e desconfie. Ninguém lhe oferece um doce salgado, não é verdade.
São os espertalhões trabalhando a todo momento na busca dos incautos e desavisados. Desconfie sempre das vantagens mirabolantes.  
É sempre a mesma ladainha em todas as partes do mundo. Toda a atenção é necessária na hora de aplicar o seu dinheiro, vindo de onde vier. Da venda de  bens, de dividendos, heranças, indenização, ou lá o que seja. O numerário na mão ou no banco, sabendo-se da sua existência, costuma, como dizia o meu avô,  fazer cócegas nas mãos, culminando com uma decisão, nem sempre acertada,  na busca de rendimentos e seu crescimento. Não tome decisões precipitadas, os "golpistas estão por toda a parte", grande, médio e pequeno porte - ou seja, não importa o montante a ser redirecionado para a aplicação, a questão é poder confiar onde vai ficar o seu dinheiro. Consulte outras fontes, corretoras ou bancos e verifique se são idôneas. Assim,  evitarás contratempos e até a perda do seu dinheiro.. Lembre-se que os espertinhos estão sempre de prontidão e atentos para pegar o seu dinheiro e desaparecer provavelmente. Ele muda de mãos, e sua busca vira  um pesadelo. O mundo está cheio de especialistas em falcatruas e prontos para aplicar e dar golpes de todo tipo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

AINDA SOBRE A ECONOMIA E A ZONA DO EURO

Acaba de ser noticiado que os representantes com amplos poderes na CE estão traçando novos horizontes para a Grécia, o berço da nossa civilização. Estamos no meio de fevereiro de 2012 e caso isto ocorra, com a saída da Grécia da CEE/Zona do Euro,  o mundo passará por uma prova sem precedentes em sua história de formaçao de blocos econômicos. Será o mesmo que entregar o "ouro ao bandido", porque a contrapartida será avassaladora e as derrubadas economicas também. Esperamos que pensem bastante e nao se arvorem em tomar essa decisao, que antes de tudo é insensata e fora de qualquer cogitaçao racional. Vamos aguardar mais alguns dias e ver no que vai dar e os seus efeitos e reflexos.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

QUAL SERÁ A REALIDADE DA ECONOMIA DO EURO EM 2012 ?

O QUE SE PASSA E QUAL O PENSAMENTO DOS PORTUGUESES:
Como já nos pronunciamos a respeito, buscamos constantemente e por todos os redutos possíveis, as causas da insatisfação e do desequilíbrio econômico-financeiro na zona do euro. Pareceu-me fácil em princípio, mas encontramos todo o tipo de manifestaçao, inclusive com os "blogues" postados pelos chamados "experts" no metier - muitos buscando simplesmente a notícia sobre os problemas, outros rebuscam o que lêem, inspirando-se com o que leram e a partir dai, elaboram explicativos ou mesmo um conjunto de ações, mas nunca, tentando buscar o âmago da crise, suas causas e precedentes. Claro que quando buscamos as causas de qualquer assunto, significa a vontade de elucidar o quadro ou a fotografia do momento. O Expresso, jornal português, interessado no assunto, busca com a sua equipe de jornalistas e especialistas, os motivos para o grande clamor europeu quanto as incertezas para o ano que acaba de iniciar, 2012, as suas incógnitas e, até mesmo o que fora previsto, vaticinado, no chamado Ano do Dragão e concluíram que 2011 não foi tao ruim como pareceu. Passado o ano, agora velho, chegaram ao consenso que o que ora se inicia deverá ser mais complicado. Os "slogans" vão do pensamento "devagar se ai ao longe". elaborado pelo banco BPI, induzindo que poupar é o caminho, por ser mais fácil. Nicolau Santos, não faz por menos e escreve que "o nosso horizonte é vermelho", considerando que as ações de empresas governamentais, fomentando uma discussão pelo erro estratégico nas privatizaçoes que considerou inclusive como "decisões ridículas" que detém posições dominantes no mercado, ou seja, têm a garantia de preços regulados e são monopólios naturais e que são cedidas por venda, para os chineses. Conceição Roque da Silveira, também através coluna Cem por Cento do Nicolau Santos, no Expresso, cita que "entre os dedos da desgraça, sem chegar nos ultrapassa. Nunca nada foi diferente! Povo dolente e tudo dormente! Há tanto que começou o tempo da incoerência que eu ardo de impaciência, olhem o louco horizonte, Pum! Ano Novo, é agora ? Bom ano ? Há quem mereça ? Pum! Nevoeiro, caiu a ponte! De quem é essa cabeça ? Foi uma deflagração do sentimento de insatisfação reinante nas cabeças pensantes, inclusive de intelectuais, que conseguem chegar aos longínquos espaços da terra portuguesa. No taxi, o seu motorista, mostra-se cauteloso, mas fala e vai além; não há saída para Portugal nessa crise criada por alguns, melhores posicionados na condição de integrantes da CEE. Continua...a vida está muito cara. Com o que ganhamos, que as vezes não é pouco, não conseguimos pagar as nossas contas; tudo está pela hora da morte - no tempo do escudo era diferente. Meu senhor, não sei onde vamos parar! Só gostaria que a Sra. Angela Merkel, da Alemanha e o Sr. Sarkozy, fizessem as coisas certas, para que tenhamos melhores dias e com mais empregos, que ultimamente, desapareceram - é a nossa realidade, me dizia!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O FIM DO MUNDO ou o fim do Euro ?

Dois assuntos aguçam a minha mente no momento: A crise do euro, ou crise europeia, como queiram. Angela Merkel, da Alemanhã e Sarkozy, da França, procuram a todo o instante a mídia, dando e repassando informações sobre o rumo dos acontecimentos da chamada crise do euro, ou o que o euro tem feito à comunidade econômica europeia. Há uma preocupação cavalar com os rumos das economias dos países membros, não com a economia dos cidadãos. Tudo parece caminhar para o completo desentrosamento deles - países membros - alguns buscando soluções chamadas domésticas e outros nem tanto. O que vale à pena dizer, o que não é nenhum segredo, é relevante saber-se que os números e balanços das nações que congregam a CEE, não batem ou não chegam a um acordo. No entretanto, o que a maioria do povo sente e vê, são os escabrosos e desnorteantes afirmações de alguma das autoridades do bloco, mas que no fundo, procuram tão e simplesmente, defender a a sua pele, ou seja, o seu território; esmagar os  outros, dizem que não - estão unidos, perguntamos: será!
Os caminhos são ricos de comentários de economistas e autoridades que estão vivenciando o dia a dia da chamada "zona do euro" e o que vai acontecer com o passar dos dias. Tenho a impressão que pouco ou nada vai dar esse imbróglio todo, levando muita gente a perder o sono e a tranquilidade - pode ser até o fim do mundo, para alguns, é claro. As teorias e profecias, inclusive com teses rocambolescas, estão rolando por aí e não vamos agora, tecer considerações que possam macular ou denegrir a inteligência dos que assistem ou mesmo se manifestam sobre o asunto. 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

"ESTE CAPITALISMO LOUCO NÃO É VIÁVEL", Jorge Sampaio

Nas andanças por Portugal e fazendo a leitura de alguns jornais e revistas, a EXPRESSO de 30 de dezembro de 2011, chamou-me à atenção não somente a manchete da revista, na entrevista que Jorge Sampaio deu a jornalista Clara Ferreira Alves, com fotografias de Jorge Simão, quando sem medir palavras, afirma que "Este capitalismo louco não é viável".
A excelente entrevista feita pela jornalista Clara Ferreira, conseguiu tirar dele, que quando encerrada a Presidência, teve dois convites das Nações Unidas; uma de Kofi Annan - para ser um enviado especial do secretário-geral da ONU, na Luta Contra a Tuberculose, e um outro, para ser o alto representante para a Aliança de Civilizações. Mesmo tendo acabado de chegar de Doha, Qatar, onde se realizou o Fórum da Aliança de Civilizações, com a presença de muita gente importante do mundo, Ministros e muitos Chefes de Estado e como disse, cansado e sem um minuto livre, conseguiu ter energia suficiente para as tarefas de que gosta, o que particularmente, achei a declaração de uma singeleza sem precedentes. Na mesma entrevista, ficamos sabendo que ele subiu a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, sem segurança, porque a polícia recusou responsabilizar-se pela sua ousadia. Na favela, conversou com tuberculosos, foi de casa em casa, com o mapa da tuberculose da favela, na igreja do lugar, com um padre português - recordações que a jornalista não deixou escapar e fez parte do seu material, Falando ainda de Portugal, país que foi Presidente da República, da pobreza e privação do seu povo.  Está atento para a situação aflitiva reinante. Tem uma longa carreira política e nunca imaginou que Portugal fosse chegar na situação ameaçadora como a que está. Enfatizou "estar relativamente surpreendido pela maneira militante como o receituário está aplicado para o seu país, o que o prevê. Também nunca havia pensado que Portugal tivesse que ficar tão dependente de credores. Uma de suas sínteses diz "Parece que não temos escolha entre uma austeridade que nos sufoca e mata a economia e a saída do euro. Segue dizendo: "Na Grécia, há muita gente que quer sair do espartilho". Pior será sempre a saída do euro. A Grécia é um caso de absoluto dramatismo, de rutura social completa e de insuficiência de partida - impostos que não se pagam, etc. Fala da estima que tem pelo povo grego e aborda completa que "estamos num contexto econômico, financeiro e social que é dominado por uma ideologia e por isso as receitas disponíveis são sempre as mesmas; não me admiro que a receita tradicional, elevada ao expoente máximo, seja a receita que é. Esse pedaço, achei meio complicado e ai ele fala do neoliberalismo, abordando a sua surpresa ao receituário e como ele é aplicado. É um longo trecho essa abordagem, mas que elucida e dizendo que "o Estado é o lado mais vulnerável" de toda a crise. Não é viável para os pobres, é muito viável para os agentes superiores do sistema. A corrupção prejudica gravemente a economia. Acha que o combate à corrupção é um ponto central da reforma da justiça ? Não é. E o povo português é complacente para com ela. Elege, acha graça...esgota os limites de tolerância. Continuei lendo a entrevista, querendo saber e buscar, os motivos ou parte dele, para a crise que se instalou na Europa e que não é sentida nas ruas, nas lojas, nos aeroportos e hotéis - sempre cheios e com muita gente gastando e comprando e os governos dizendo que a "coisa tá preta". Citou que a ideologia dominante conseguiu vender com grande sucesso a ideia de que o Estado é a fonte de todos os males, o interesse público, e que as privatizações são o motor do progresso - é um pensamento, que tem que ser considerado. Será que há forças tão grandiosas dos agentes para modificar a situação, com a criação de estruturas evidenciadas; pode colocar em risco os sistemas já existentes, faço a pergunta "cá para os meus botões". Indo além, citou que existe um fator novo no século XXI, o anseio de democracia, de liberdade e de participação, como se viu no Egito. Mas existe um elemento quase sempre descurado pelo idealismo político, e a aspiração democrática que é a pobreza. Preocupado disse "e o que se faz com as estruturas que trabalham com os pobres ou emergem dos setores mais pobres e ganham as eleições; aconteceu no Egito, aconteceu na Argélia.... Isso significa aceitar os resultados do Hammas em Gaza?  pergunta a repórter. Significa, diz o ex-presidente. A finança domina por causa da ausência de política e de uma unidade monetária perfeita. Preocupá-mo-nos de mais com a eficiência e menos com a solidariedade, enfatizou.Chamou-nos a atenção o que disse do encontro em Doha, onde desvendou-se um relatório sobre o que os europeus pensam dos árabes e vice-versa. Eles(os árabes) acham que somos muito gananciosos. Só pensamos em faturar à custa deles. Quase no final salientou que "as sociedades não têm tempo. O sistema financeiro não dá tempo à economia. Muita gente nova, assim que o fulgor da praça Tharir se apagou, desinvestiu, não quis organizar-se politicamente. Fazer o trabalho de sapa. O Facebook não é um partido, Portugal teve a ajuda de muita gente, incluindo os alemães e a Fundação Friedrich Ebert, que fizeram a pedagogia da democracia, não deveríamos nós agora, em vez de olhar só para o umbigo europeu, fazer essa pedagogia.(ajotage/Fev 2012).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

GLOBALIZAÇAO, Pode estar sendo desglobalizada.

O mundo de hoje é bem diferente do mesmo mundo de 10/15 anos atrás. Vivemos ainda na era da chamada "globalizaçao", só que não a mesma de anos passados. Há uma desarrumação  conceitual que os economistas mais estudiosos, não conseguem chegar a conclusão alguma - os palpiteiros estão por toda a parte e cada um diz as bobagens que lhes vêm a cabeça, possivelmente com preocupações outras, que fogem do âmago do problema. Nos EUA a crise após o 11 de setembro e o desastre econômico após 2008, ficaram pra trás e todos ficaram focados no avanço da economia chinesa e, logo em seguida, o mundo se viu diante da chamada "crise européia", iniciada com os desacertos da Grécia, mostrando aos quatro cantos, que não se faz um canoa com qualquer árvore - madeira. Não bastasse os imbróglios envolvendo os governantes de lá, a estrutura da CEE, cujas regras não foram seguidas, veio á tona os desajustes de Portugal, Espanha, Itália e logo em seguida, para a surpresa de todos, da própria França - a queridinha da Europa e o orgulho do mundo pelo seu charme e distinção! Enfim, algo começou a acontecer, no campo de mudanças, estruturais por enquanto, mas que tem muito mais para aparecer e se apresentar, mostrando que todo o processo de globalizaçao, está sofrendo e muito pela falta de controle orçamentário, planejamento estratégico  entre outros ensinamentos não seguidos ou mesmo pela falta de não fazer o dever de casa.(ajotage)