sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

FUTURO DA EUROPA x FÓRUM GLOBAL

O ano de 2012 está começando e creio que o momento e futuro europeu, tem levado muita gente a se perguntar o porquê da crise do Euro, da crise dos países signatários e membros da chamada Comunidade Econômica Européia. Pessoalmente, presenciamos a preocupação de alguns países membros e envolvidos na crise. Portugal, chamado por longos anos do primo pobre europeu, realmente mudou bastante nos últimos12/15 anos, quando lá estivemos - hoje, novas estradas, com velocidades até então inimagináveis, nova hotelaria, crescimento e melhora do metropolitano e trens multi direcionais, novas moradias, um crescimento grandioso dos restaurantes e casas de shows e adegas - o turismo como porta aberta para o crescimento econômico-financeiro da República Portuguesa. Diante desse quadro positivo, temos o reverso da moeda - o seu povo,  o povo português e suas famílias, não estão mais dormindo tranquilamente - há uma preocupação constante com os preços e custos de tudo, que não param de crescer e surpreender, enquanto os ganhos salariais ou cada dia compram menos, são reduzidos, mesmo com a carga horária de trabalho aumentada - uma distorção, segundo o que constatamos, trazendo tormentos nunca pensado no tempo do Escudo, moeda que deixou de circular com a nova adesão à CEE. Perguntam sempre "onde vai parar tudo isto", com o desemprego batendo à porta de cada cidadão. Os espanhóis, também, apesar de estarem mais bem conscientes da sua condição no hemisfério, têm a mesma preocupação, numa dosagem ou escala menor,  estão ansiosos e preocupados com o futuro, prometendo e tentando greves de alguns setores da economia, nem sempre bem sucedidas - o governo central, pressionado pelos gerentes da economia européia, forçando sempre uma desaceleração dos preços, redução dos bônus salariais e gratificações à executivos e cortando ainda a distribuição dos lucros aos proprietários dos negócios e seus executivos, gerando desmotivação, segundo alguns, para diversos seguimentos daquela economia. A Itália, estando também inserida nessa mesma comunidade, vem, com folga, reluzindo os seus louros, após a saída do seu Primeiro Ministro Berlusconni, que pouca reação teve quando da manifestação para a sua saída. A onda de descontos e queima de estoques é uma realidade em Portugal, Espanha e Itália, assim como na França de Sarkozy. Vimos e sentimos nitidamente, que desses quatro países, a França parece estar mais forte, mesmo depois de perder um dos A, na pontuação de risco.O noticiário desses países não disfarçam que o grande comando das operações tem uma mulher à frente, a Primeira Ministra Angela Merkel, da Alemanha, que tem tido como aliado permanente o Presidente da França, não sabemos, todavia, os objetivos dessa união, com discursos sempre modulados por ela e com a aprovação de Sarkozy. Esperamos que após o desfecho final do Fórum Global de Davo, na Suíça, algo de novo seja mostrado, inclusive com orientações de procedimentos no campo dos orçamentos de cada nação, austeridade nos números, com decisões que reúnam a verdadeira vontade da Comunidade do Euro.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

DESABAMENTO NO RIO

Quando o mar não está pra peixe, tudo pode acontecer. O Rio de Janeiro, agora sofre mais uma tragédia - caiu um prédio, ou melhor, foram três ao mesmo tempo, que desabaram e tivemos a sorte da ocorrência não ter sido mais cedo - os prédios, tinham gente, mas nem tanto. Até agora, segundo o O Globo e a Globo News, 5 pessoas perderam a vida e dezenas estão feridas e internadas em hospitais. O Prefeito da Cidade Maravilhosa, foi imediatamente ao local e lá ficou quase a madrugada toda. Mais um baque para o Rio que brevemente estará  sediando Olimpíadas e Copa do Mundo. Vamos torcer para que não hajam mais vítimas. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A ECONOMIA EUROPÉIA E SUAS NUANCES

Até parece que a Europa realmente vem sofrendo com os reflexos da debandada de Wall Street em 98. As incertezas do cenário mostrado ao mundo, com economias combalidas, naturalmente refletindo dos orçamentos de países em desenvolvimento e todos os chamados Brics, criando com isto, expectativas que desnorteiam as previsões e os orçamentos de cada nação. O factual descontrole, alardeado por alguns países interessados em sua sobrevivência, dão-nos a clara certeza que o mundo atual é como o ser humano, que nasce sozinho, vive em sociedade e dela é dependente, mas morre sozinho, só ficando na dependência do mundo aculturado na sua derradeira hora de despedida do mundo dos vivos, o seu funeral.
De passagem por países como Portugal, Espanha, Itália e França, o que vem sendo alardeado não parece condizer com a realidade - dessas nações, pareceu-me que Portugal, seria o país com menores condições de soerguer-se da chamada crise econômica, no entretanto, não vi de perto, tanta desgraça, como dizem. A nação já não é a mesma de 10/12 anos atrás. Há uma estrutura hoteleira melhor, novas estradas, os aeroportos reestruturados e o povo em outras condições de vida - perguntava-me sempre: onde está a crise?
A Espanha, com a sua capital Madrid muito mais viril e explendorosa, com um turismo atuante, novos restaurantes e hotéis, muito americanizada - com todas as "grifes" do tio Sam se fazendo presente em quase todas as partes. Barcelona de hoje pode-se dizer que é um recanto também do que há de mais moderno pelo mundo afora, acrescentando-se ser o celeiro do futebol espanhol e europeu, quiçá mundial, além de estar entrando com tudo na design e na moda. A Roma, capital italiana, pelo menos no seu miolo, pouco mudou. Sentimos que os italianos estão mais preocupados do que os espanhois com a sua vida do dia a dia. Preços altíssimos, em tudo, inclusive na alimentação; moradia nem se fala. A Paris de Sarkozy, par constante de Angela Merkel, na suposta defesa dos interesses da CEE, como sempre, soltando suas plumas e seus paêtes, demonstrando a sua pujança e discernimento para condução dos negócios, mesmo diante da suposta crise. Os seus monumentos como a Torre Eifell, Museu do Louvre, a Torre de Montparnasse, os passeios pelo Sena de Batobus, o Lido, seus bairros como St. Germain de Pré, St. Michel e Quartien Latin, com a Sorbonne do lado, oferecem o que tem de melhor da Paris, com preços quase que proibitivos para muitas nações. As lojas da Galeria Lafayete são outra atração à parte - cheias e com muitas promoções. Além do Louvre, outras atrações continuam a merecer a presença do povo comum como dos mais aculturados, como museus de artes e as ruas onde a pobreza fica como que objeto desconhecido, como é o caso da St.Honnoré, com suas lojas mais sofisticas de moda, de arte e design. Não ví de perto o que vem sendo manchete dos jornais do mundo toda - a crise econômica, muito embora, haja uma preocupação com essa comunidade (CEE) de como continuará praticando os preços estratosféricos de quase toda a zona do Euro e o seu futuro. Podemos dizer e sentir que há uma bolha no ar, não sabemos de onde; acreditamos, pela nossa vivência americana, que a falta de uma política mais séria e detalhista, onde o orçamento e planejamento não dever ser só uma retórica, mas a expressão da verdade do que está acontecendo, principalmente para a garantia do futuro.(ajotage)