segunda-feira, 19 de setembro de 2011

MEDO DO AMANHÃ, INSEGURANÇA, ALEGRIA DE SORRIR, SENTIR A PAZ

O que todos nós desejamos é que haja espaço suficiente para todos; espaço com "ar puro", água, segurança de verdade, sentir alegria, sorrir quando der vontade, tudo afunilando no êxtase supremo de sentir  verdadeiramente a paz - difícil ?  Diria dificílimo, para não ter que dizer inviável nos nossos dias. Estamos todos, deixando pra lá, tudo aquilo que almejamos e que tencionamos para o futuro, sabem porquê? O futuro cada dia mais distante e incerto, inseguro pela nossa fragilidade nas relações interpessoais. Começamos desde pequeno, buscar soluções para os outros, não para os nossos sonhos; ai, passam a ser problemas. O homem vive disperso, discutindo o óbvio, os verdadeiros bueiros que encontraremos pela frente - alguns atrás, numa cidade do exterior, conheci uma pessoa que dizia com orgulho: Temos que contar os nossos anos pelos "Verões", o inverso pouco interessa. É no calor do dia-a-dia que curtimos a praia, a cervejinha, os amigos ao nosso lado, época que os romances acontecem, e discursava numa tonalidade de dar inveja. Tempos depois, pensando nisso, cheguei quase a conclusão que ele tinha até razão. Precisamos apreciar a natureza com mestria, vê-la crescer, florescer, dentro de um espaço que seja de todos. Não devemos buscar momentos individuais - não estamos sozinhos, vivemos numa era de resplendor, de mudanças, que poderão ou não ficar por dezenas de anos, centenas ou até milhares. Mister se torna fazermos uma avaliação de nossa conduta e anseios; o homem é falante, é musical, é dramático, é lírico, quando se debruça sobre a vida e no cotidiano. Ele descortina a alvorada aos sons dos grandes mestres, mesmo sem os falantes com a sua fluidez. É sem dúvida, uma virtude, estar acordado para os sinais preciosos que fazem do nosso dia, mais esplendoroso e amigo, como pessoas comuns, celebrando sempre o frescor, como se estivéssemos acariciando as gotículas do orvalho que cresceu clarear do dia. É o homem almejando que o seu dia seguinte seja da terra molhada, já sem o orvalho, cheiro dela e não do ozónio que cobre a superfície do nosso planeta terra.

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