quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A DÍVIDA AMERICANA E O MARKETING DELA

O complexo cenário da dívida dos Estados Unidos da América nos últimos dias, deixou o mundo sobressaltado, para não dizer preocupados. Muitos não acreditam no grande suspense que se transformou o assunto, que foi notícia diária em todos os meios de comunicação,  nos EUA e nas demais nações do mundo; a pergunta que quase não queria calar, tonalizava com a tranquilidade dos mestres da economia, quando não americano, radicado em seu território, quase todos, discípulos de Adam Smith, de John Keynes, Marx e tantos outros estudiosos das relações homem-economia-dispêndio, que no conjunto, levaram seus ensinamentos e pensamentos, para todas as escolas de pensamento econômico, do livre mercado e, mesmo diante do estardalhaço e massificação dos números astronômicos divulgados, permaneceram quietos, como se nada estivesse acontecendo - negligência, desleixo ou o quê ? Perguntas que, naturalmente ficarão sem respostas, como fora o episódio da segurança americana, no 11 de Setembro de 2001.
Estou convicto de que por completa falta de entrosamento dos que ditam e controlam a maior economia do planeta, não dimensionaram o quadro de extrema gravidade do cenário que estava diante deles, não dispondo de instrumentos que pudessem consensuar as soluções, a fim de que o abismo que cada dia se fazia mais presente, fosse compelido e dissipado.
O problema não surgiu com a contenda entre Democratas e Republicanos, vem sim há longos anos se delineando e cada dia ficando mais palpável diante dos índices e números que se apresentavam - afinal, são dados que espelham o balanço das contas e seus resultados. Como numa casa, onde o total das entradas financeiras, não devem ultrapassar o montante dos gastos, considerando ainda, os custos emergenciais e não deixar de lado as parcelas de poupança e investimento.
Essa crise que já vem se arrastando, nada tem a ver com o episódio da derrocada dos anos 30. mas deixou as luzes ficarem amarelas, sinalizando que os modelos econômicos até aqui ensinados, ou o foram muito mal explicados, ou devem ser banidos ou substituidos. O modelo do livre mercado, mais do que nunca, deve ser um modelo que não só controle a demanda, mas que leve em consideração a eficácia das medidas, considerando-se no mesmo patamar, as diversas demandas que crescem com o aumento da população e suas necessidades, tendência hoje claramente manifesta, que sabemos também fazer parte do crescimento das economias e das nações.
Ficou evidente, que com o aumento constante da população e as necessidades dessa mesma população, que a educação tecnológica e de consumo, têm que caminhar juntos, visando equilibrar as partes envolvidas, prepando-as para os desafios das décadas que se aproximam, âncoradas sempre na eficiência da educação para todos, e mais que nunca, de ôlho sempre grudado nos índices projetados e realizados, a fim de que não tenhamos no futuro, problemas econômicos, que sempre existirão, sem um antídoto mais rápido e vigoroso para elucidá-los.

4 comentários:

Poluição e despoluição disse...

Gazio, tenho para mim que o temido calote já foi dado e vem sendo realizado há tempos através das sucessivas desvalorizações do ¨ß$. Veja só: se lhe empresto R$ 100,00 e emito um título dizendo que lhe pago R$ 100,00 após 60 meses, com o juro anual de 2%, é exatamente isso que vou lhe pagar, a menos que eu desvalorize o Real e ele passe a valer metade. Então lhe pago R$ 100,00, que agora valem R$ 50,00 e dou o calote nos R$ 50,00 restantes. É isso que me parece o cerne da questão e vamos 'entrar pelo cano' sendo os títulos 'Triplo A', 'Duplo A 'ou qualquer denominação que se lhe dê... eles emitem moeda e como não existe mais o 'padrão ouro' vão continuar emitindo, emitindo, emitindo. O Marco alemão passou por isso, lembra? A meu sentir, é a realidade, nua e crua!

Poluição e despoluição disse...

Onde se lê ¨ß$, leia: US$

ajotage disse...

Caro Claudio: Dever todos podem e é até natural nos dias de hoje; o calote disfarçado que vivemos,ocorre por aqui, inclusive com frequência e já há longos anos.A preocupação que fica entretanto, é que lá ou bem ou mal o poder judiciário se faz mais presente e põe a cara para bater e aqui? Mais do que nunca, vejo que a Reforma Política e Econômica, precisam caminhar juntas e com certa urgência, caso contrário, teremos dissabores incalculáveis, como foi o governo Sarney!

ajotage disse...

Os reflexos da decisão de S&P, a meu ver um tanto equivocada, tem, na realidade um caráter político, haja vista os enunciados de Wall Street quando da derrocada dos grandes conglomerados financeiros americanos - só que o fizeram agora e não na ocasião; pegaram o Barack Obama de surpresa, sem avaliarem corretamente o estrago que estariam fazendo, para os EUA e para o mundo - afinal, todos nós, inclusive e principalmente a China, somos reféns do Tesouro Américano, e isto é incontestável.