O homem nasce e logo vão dizendo o que ele será amanhã. Começam já dando-lhe nome, que nem sempre é o do agrado e da vontade dos pais, pelo menos um dos dois discorda do nome dado, não por não terem pesquisado, muito pelo contrário, na maioria das vezes, foram até a exaustão para se chegar a um determinado nome. Comecei divagando, sem entrar em detalhes, depois de passar quase três meses fora do Brasil, meu país de nascimento, que tenho o maior orgulho de ter sido acolhido neste solo. numa data que não foi por acaso, apesar do nascimento ter-se dado em casa de meus avós maternos, exatamente na rua das Oficinas, no Engenho de Dentro, subúrbio do Rio de Janeiro e, um dos ramais da Rede Ferroviária Federal, hoje local e dependências do Estádio de Futebol João Havelange, mais conhecido como "Engenhão". Deixando tudo isso para trás, sem continuar divagando, o retorno ao país do nascimento, educação, dos pais e avós, dos amigos e parentes de uma maneira geral, quase sempre dão-nos uma a sensação de volta à barriga da mãe; pelo menos é o sentimento que tive quando da aeronave, avistara o solo brasileiro, solo carioca muito principalmente desta vez, não mo perguntem porquê, mas foi a sensação sentida. Aportando ao acesso, já dentro do aeroporto, deparei-me com uma fila enorme para a entrega e conferência dos documentos exigidos pelas autoridades brasileiras, inclusive o passaporte e, para a nossa surpresa, depois de mais de onze horas de vôo de Houston, Texas ao Rio de Janeiro, ter de enfrentar aquela fila enorme, aparentemente sem explicações, uma vez que o país, já nos próximos anos, irá sediar um evento importante como a Copa do Mundo de Futebol, da Fifa e logo em seguida, os Jogos Olímpicos, do COI e considerados o "top" do desporto mundial. Indo direto ao assunto, a fila foi provocada pela chegada simultânea de três vôos do exterior, um de Atlanta, Georgia, outro de Miami e o meu, num intervalo de um minuto, ocasionando, segundo o pessoal que realiza a recepção de chegadas, aquela quase tumultuada volta pra casa. Enfrentada e passada a fila, depois de muitas horas dentro de um avião, a natural vontade de ir ao banheiro, que quando saímos daqui, 3 meses antes, a melhoria dos mesmos era natural pelos eventos a serem enfrentados pelo País e co-ciceroneado pelo Estado do Rio de Janeiro. Ledo engano e surpresa. O banheiro da chegada, de qualquer mortal, não só não era igual há dez anos atrás, como não oferecia qualquer conforto - três locais esmirrados para se urinar, três latrinas nas mesmas condições e, sem uma adequada para uso de deficiente físico. Após urinar, fomos lavar as mãos, onde só existiam duas pias, bem antigas e com água escassa e em quantidade não controlada e para finalizar, buscamos o recipiente para toalha de papel, que estava vazia. A sensação é deprimente, principalmente para as chegadas de muitos estrangeiros, que se aglomeravam no interior do pequeníssimo espaço chamado "banheiros", que saiam dali reclamando, com razão, da insensatez de depois de mais de 11horas, não ter nem um banheiro decente para fazer suas necessidades, o que não acontece nem nos mais longinquas lugares dos Estados Unidos e outros lugares da Europa. O nossa cartão de visita é aquele que tem tudo a ver com uma "receita não prescrita", deixando os seguidores com a sensação de terem tomado o remédio errado; é o nosso "boas vindas", que os governantes, acostumados com outros lugares, não tiveram o cuidado de oferecer, mesmo diante das exigências da Fifa COI e tudo mais. Lamentável e triste constatação, para um Brasil que merece mais respeito por parte dos seus governantes, afinal aqui é a sua terra e a sua Pátria, ou não é ? (ajotage2011)
domingo, 11 de dezembro de 2011
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