segunda-feira, 11 de outubro de 2010

GENTE QUE FICA, GENTE QUE VAI NA POLÍTICA DE HOJE

A abordagem que vou agora iniiciar, pode parecer até corriqueira, mas tem na magnitude do entendimento, uma razão que naturalmente é esquecida ou caí no esquecimento. O primeiro turno das eleições 2010, na verdade não reservou grandes surpresas para os que estão preocupados com os destinos do nosso país. E sem nenhuma marolinha, vímos um Tasso Jereissati, um Arthur Virgílio, ambos do partido de oposição ao governo, serem descartados pelo povo; um palhaço analfabeto, Tiririca, receber mais de um milhão e trezentos mil votos em São Paulo, maior colégio eleitoral do país e ficamos pensando como as coisas estão mudadas no Brasil.
O que na realidade não sabemos, até que ponto, veremos outros Cacarecos passando ã perna nos que conhecem de perto o poder, suas regras e os caminhos das pedras dentro do Congresso Nacional. Esses dois, principalmente o último, Arthur Virgílio, líder de bancada, que fazia ferrenha defesa dos direitos dos cidadãos, da livre expressão do pensamento e da impresnsa, de uma hora para outra, foi preterido por esses mesmos cidadãos - o que pensar. Só posso imaginar que as coisas estão mudando no Brasil. Só não sabemos se para melhor, ou se vamos entrar naquela de pensar que o mal não tem tanta maldade e vamos deixar como está e nos acustumar. Vivemos dias diferentes de outras época - será que teremos que ver os nossos livros, serem distribuidos gratuitamente, sem que o autor nada receba e nem possa reclamar ? Vejo aí que a política como a democracia, nos moldes atuais, deixam-nos receosos, de um futuro de autoritarismo sem fronteiras e como disse a Lya Luft, as "eminências pardas", regiamente pagas, surrupiando os direitos conquistados ã dura pena e longos anos de um Estado Democrático de Direito, que até aqui ainda estão preservados.

CISCANDO O PASSADO